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FAS para Elas

Projeto da Prefeitura qualifica mulheres para superação de vulnerabilidades

Projeto da Prefeitura qualifica mulheres para superação de vulnerabilidades. Foto: Sandra Lima

 

Mulheres do bairro Caximba, na Regional Tatuquara, encontraram em um projeto desenvolvido pela Prefeitura o estímulo que precisavam para fazer novos planos de vida. É o FAS para Elas, que reúne uma série de ações de apoio à empregabilidade e capacitação profissional, além de promover espaços de reflexão, desenvolvimento de habilidades sociais e até reconhecimento pessoal.

As atividades são realizadas durante dois encontros semanais, no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Caximba, localizado em uma área de baixo índice de desenvolvimento social. Lá, a Prefeitura executa o Programa Gestão de Risco Climático Bairro Novo do Caximba, a maior intervenção socioambiental da história recente de Curitiba.

“Nosso objetivo é fazer com que as mulheres que participam do projeto superem gradativamente as vulnerabilidades sociais que vivenciam, por meio do despertar de sonhos, habilidades e para a construção de novos planos de vida”, explica o presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Fabiano Vilaruel.

Responsável pelas políticas da assistência social e do trabalho e emprego, a FAS coordena o projeto, que neste momento é desenvolvido em forma de piloto e será ampliado progressivamente para as demais regionais, ao longo do ano. Servidores estão sendo capacitados para essa ampliação.

O projeto-piloto reúne 20 mulheres que vivem em situação de vulnerabilidade ou risco social. Além de participarem das ações de mobilização e sensibilização, elas são encaminhadas pela equipe do Cras para oportunidades de trabalho.

Educação Financeira

Entre as oficinas oferecidas às participantes está a de Educação Financeira, explica a diretora de Proteção Social Básica da FAS, Maria Vanderleia Garcia Santos. “Queremos promover a reflexão consciente da importância do planejamento financeiro e estimular que ele seja colocado em prática no dia-a-dia”, diz.

De acordo com a diretora, o planejamento financeiro familiar é essencial, pois é a base para decisões que envolvam estratégias de acesso ao mundo do trabalho, geração de renda, consumo, poupança e a realização de objetivos de vida pessoal e familiar. 

Para a educação financeira, as participantes receberam um cofre onde poderão depositar as economias que, mais tarde, poderão ser usadas “na realização de sonhos”.

Casa própria e dia de salão

Rubiane Nascimento Mikaloski, 33 anos, participa do FAS para Elas e esteve na primeira oficina de Educação Financeira, realizada nesta semana. Mãe de três filhos, de 8, 12 e 13 anos, Rubiane vai usar o cofre para guardar dinheiro para realizar o sonho da família, que é ter uma casa própria. Se fosse para usar o dinheiro em um sonho pessoal, ela contou que gostaria de ter um “dia de salão”.

Auxiliar de cozinha e de limpeza, Rubiane está desempregada desde a pandemia. Para ajudar na manutenção das despesas da casa, trabalhou com panfletagem. Por meio do FAS para Elas, fez curso de salgadeira.

“Quero fazer mais cursos e ter minha renda vendendo salgados para fora”, disse. “Aqui é muito bom, a gente relaxa, conversa com as pessoas e ouve coisas boas”, completou Rubiane.

 

Sonho de trabalho formal

Edna Sutil, 34 anos, também faz parte do projeto. “Eu estou amando porque aprendemos muita coisa nas oficinas e inclusive entre nós, participantes”, conta a mulher, que até a pandemia da covid-19 trabalhava como diarista, mas acabou aprendendo confeitaria acompanhando vídeos na internet.

No ritmo da gastronomia, Edna foi encaminhada pelo FAS para Elas para um curso de salgadeira. “Desde então já consegui pegar encomendas”, comemora.

Mãe de uma menina, Edna está grávida e cheia de planos. Sonha em trabalhar como confeiteira e salgadeira, com carteira assinada, voltar a estudar e concluir a educação básica. “Estou muito animada, quero crescer”, disse.

Faculdade

A artesã Luciane Belegante Máximo de Jesus Santos, 43 anos, encontra no FAS para Elas o estímulo para conquistar seus objetivos. Casada e sem filhos, atualmente está desempregada e sonha fazer faculdade de Serviço Social.

“Quero ter uma profissão e ajudar vidas dentro da minha comunidade”, disse Luciane, que terminou recentemente o ensino médio. Além de peças de artesanato que faz para vender, em crochê e tricô, Luciane é protetora de animais.

Mãe de três filhos, de 23, 25 e 28 anos, Maria Joana Lemes dos Santos, 58, também frequenta o FAS para Elas. No cofre da oficina de Educação Financeira, ela disse que vai depositar as economias para conquistar a casa própria. Desempregada, ela fez entrevista recentemente em uma empresa da área de alimentação e aguarda ser chamada.