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Cidadania

João Curitibinha de escola municipal é destaque em prêmio do MEC

O projeto “João Curitibinha: a saga continua, cidadania se faz todo dia”, realizado na Escola Municipal João Macedo Filho, no Uberaba, está entre os destaques de 2018 do 11º Prêmio Professores do Brasil. - Na Imagem, Professora Virgínia Claudia de Jesus Monteiro. Curitiba, 14/09/2018 - Foto: Lucilia Guimarães

O projeto João Curitibinha: a Saga Continua, Cidadania se Faz Todo Dia, da Escola Municipal João Macedo Filho, no Uberaba, está entre os destaques de 2018 do 11º Prêmio Professores do Brasil. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) premia o trabalho de educadores de escolas públicas que contribuem para a melhoria dos processos de ensino e da aprendizagem.

O projeto na escola do Uberaba, realizado desde 2017, consiste em trabalhar lições de cidadania integradas aos conteúdos curriculares. É a segunda vez que a ideia recebe reconhecimento do MEC. Como já foi premiado anteriormente, desta vez ficou entre os destaques.

O projeto, inscrito na categoria Ensino Fundamental (4º e 5º anos), foi desenvolvido pela Professora Virgínia Cláudia de Jesus Monteiro Matias, com a turma do 4º ano da unidade. “Trouxemos para sala de aula uma forma inovadora de trabalhar atitudes e valores fundamentais nas relações humanas, promovendo não apenas a racionalidade, mas também o desenvolvimento de aspectos sociais e afetivos”, explica a professora.

Com o João Curitibinha, um boneco de tecido que usa cadeira de rodas, os estudantes buscam acabar com preconceitos e sensibilizar a comunidade escolar para o respeito pelas pessoas com deficiências.

“São lições de cidadania que valorizam a diversidade em relações cotidianas, inspiradas pela presença diária da mascote, que em sua simplicidade promove a aproximação dos conteúdos curriculares às dimensões éticas e humana”, destaca Virgínia.

Segundo ela, a abordagem transdisciplinar leva o estudante a se perceber como protagonista e agente multiplicador de ações cidadãs, o que expande seus horizontes. “Exemplo disto, são as campanhas solidárias sugeridas pela turma e que são desenvolvidas ao longo do ano”, conta.

Notas fiscais e lacres

A estudante Alessandra Klostermann, de 9 anos, destaca algumas das ações realizadas. “Temos as campanhas de arrecadação de nota fiscal sem CPF para ajudar a Apae, e a de coleta de lacres para comprar uma cadeira de rodas”, conta ela.

A menina também é repórter mirim do Jornal Eletrônico Escolar Extra, Extra!, veículo que ela e os amigos utilizaram para angariar parceiros para as ações. “Várias escolas já estão nos ajudando, mas para quem puder colaborar, ainda precisamos de 140 garrafas pet cheias de lacres”, avisa Alessandra.