Duas entidades curitibanas estão entre as nove organizações mundiais anunciadas como finalistas do Climate Smart Cities Challenge, que darão suporte a Curitiba na formatação de um modelo de redução de gases do efeito estufa abrangendo as áreas do Vale do Pinhão e Vila Torres, no Rebouças. A proposta tem foco na sustentabilidade energética, gestão de resíduos e mobilidade limpa e de baixo custo na capital.
O Coletivo Ambiente Livre, que já atua em parceria com a Prefeitura no projeto da Fazenda Urbana, e a Plataforma AMA (Agentes do Meio Ambiente) foram as selecionadas no certame internacional. O anúncio foi feito na última quinta-feira (20/1), por meio de videoconferência transmitida a partir de Estocolmo, Suécia, pelo UN-Habitat (programa das Nações Unidas para assentamentos humanos) em parceria com o Viable Cities (programa sueco de inovação estratégica à transição para cidades sustentáveis e neutras para o clima).
O projeto Compostroca, desenvolvido pelo Coletivo Ambiente Livre, já é aplicado na Fazenda Urbana de Curitiba. “O Compostroca é um dos projetos que ajudou a alcançarmos esse resultado. Ele incentiva a população a fazer a compostagem em suas casas para evitar que os resíduos sejam encaminhados para os aterros sanitários contaminando o solo, lençol freático e produzindo gases que geram o efeito estufa”, afirma Maurício Gikoski, 33 anos, cofundador Coletivo Ambiente Livre e responsável técnico do projeto.
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Já a Plataforma AMA (Agentes do Meio Ambiente) funciona como rede social que conecta pessoas interessadas no compromisso global de desenvolvimento sustentável. Para isso, cria atividades remuneradas para incentivar novos hábitos, contribuir para a educação socioambiental e gerar dados relevantes para as cidades.
Co-criação
Juntamente com Curitiba, participam do Climate Smart Cities Challenge, as cidades de Bogotá (Colômbia), Bristol (Reino Unido) e Makindye Ssabagabo (Uganda), escolhidas após a chamada aberta com 58 inscrições de 54 cidades ao redor do mundo.
O anúncio das entidades finalistas marca a terceira fase do Desafio Climático das Cidades Inteligentes. Entre fevereiro e maio de 2022 os finalistas participarão de um processo de co-criação das propostas de zero emissão de carbono para cada cidade.
Em junho de 2022 serão escolhidas 4 equipes, uma por cidade, a serem anunciadas no Fórum Urbano Mundial em Katowice, Polônia. Cada equipe receberá 100 mil euros para desenvolver e aplicar suas soluções nas cidades até 2023.
“O desafio é encontrar modelos para ocupação e integração de múltiplas funções urbanas com suporte de governança, negócios, investidores, acadêmicos e a população. Os novos modelos e estratégias devem contribuir para reduzir emissões de gases de efeito estufa, promovendo o bem-estar social”, explica a arquiteta da Assessoria de Relações Externas (Arex) do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Daniele Moraes, que participou da inscrição do projeto curitibano.