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É crime

Canteiros de obras são alvos de campanha da Prefeitura de Curitiba contra importunação sexual

Curitiba reforça combate à importunação sexual nos canteiros de obra. Foto: Divulgação

Uma cidade mais segura e respeitosa se constrói com atitudes reais. E é com esse compromisso que a Prefeitura de Curitiba está ampliando a campanha Respeite Meu Espaço, levando conscientização sobre importunação sexual aos trabalhadores das obras públicas da cidade. O objetivo é sensibilizar, capacitar e mobilizar trabalhadores sobre a importância do combate à importunação sexual.

A iniciativa da Secretaria da Mulher e Igualdade Étnico-Racial (Smir) foi apresentada nesta sexta-feira (28) com uma conversa direta e esclarecedora que reuniu prestadores de serviço da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop). O encontro aconteceu logo no início da manhã em um canteiro de obra na Rua Professora Doracy Cezzarino e reuniu profissionais que atuam no setor de construção civil.

Por que falar sobre isso?

A importunação sexual é crime no Brasil desde 2018, com pena que pode chegar a cinco anos de prisão. Mas, muito além da punição, o desafio é criar uma cultura de respeito e conscientização. 

Casos de assédio e importunação ainda são frequentes e os números comprovam: o Paraná registrou um aumento de ocorrências desse tipo de crime nos últimos anos, com 3.237 casos em 2023, segundo o Anuário Brasileiro de Violência de Segurança Pública.

Durante o encontro, os trabalhadores receberam informações sobre os diferentes tipos de importunação sexual, como toques indesejados, beijos forçados e mensagens de cunho sexual. Também foram orientados sobre como denunciar casos e agir para coibir esse tipo de violência.

Compromisso com o respeito

A Smir tem promovido essas ações de forma ampla, incluindo diferentes categorias profissionais e espaços públicos. Além da palestra desta sexta-feira, a ação também aconteceu na última quarta (26/3), no bairro Mercês, e tem nova edição marcada para 4 de abril, em um canteiro de obra na Rua Paulo Kissula. 

Para a secretária da Mulher e Igualdade Racial, Marli Teixeira, o recado é claro. “Respeito não é favor, é dever de todos. E Curitiba segue construindo um futuro onde cada mulher possa caminhar, trabalhar e viver sem medo”, concluiu.