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Empatia

Menina que inspirou campanha de arrecadação de toucas visita escola

Os estudantes da Escola Júlia Amaral di Lenna, no Barreirinha, conheceram nesta sexta-feira (18/8), Isabela Reynke Hubert, menina do interior do Estado que serviu de inspiração à bem-sucedida campanha do agasalho da unidade iniciada com a arrecadação de toucas para crianças com câncer. Curitiba, 18/08/2017. Foto: Levy Ferreira/SMCS

Os estudantes da Escola Júlia Amaral di Lenna, no Barreirinha, conheceram nesta sexta-feira (18/8) a criança que serviu de inspiração à bem-sucedida campanha do agasalho da unidade iniciada com a arrecadação de toucas para crianças com câncer. Isabela Reynke Hubert, menina do interior do Estado e que tem um tipo de câncer, motivou Enzo Mocelin, estudante da escola, a propor a ação Touca que Toca.

Isabela visitou a escola e foi recebida com carinho e presentes, como uma caixa repleta de peças de tricô feitas à mão. Acompanharam as roupas 30 cartões com mensagens de amizade e cuidado, um de cada estudante.

A aluna Gabrielly Praxedes Raimundo foi além. Entregou uma boneca da qual gostava muito, “pra ela ficar feliz e curada”, e o pedido para que Isa estude na escola. A mãe de Isabela, Marlene Reynke, agradeceu e disse que é possível. “Vontade não falta”, respondeu ela. Até agora, Isabela só teve aulas com as professoras que lecionam para as crianças hospitalizadas.

Isa, como é conhecida pela meninada que abraçou a campanha, é de Marechal Cândido Rondon, Oeste do Estado, e vem a Curitiba para tratamento da doença no Hospital Erasto Gaertner. Localizado na cabeça, o tumor foi descoberto no começo do ano. Acompanhada de Marlene, as duas chegaram a passar frio nos dias em que praticamente moraram no local.

A história chegou ao conhecimento da dona-de-casa Rosana, mãe do aluno Enzo, por meio da irmã Josiele, que também mora em Marechal Cândido Rondon. Soube por ela que, como a família não tem recursos, muita gente de Rondon resolveu ajudar. Porém, para mantê-las, seria necessário obter apoio também em Curitiba. Sensibilizada, Rosana pensou na irmã que perdeu para a doença, aceitou a tarefa e comentou com o filho.

Corrente de solidariedade

Enquanto Rosana se aproximava de mãe e filha para ajudar, as duas famílias acabaram fazendo amizade. Os filhos das duas – ela com 6 e ele com 8 anos – também passaram a conviver e fizeram amizade.

Enzo não sossegou até que, com a ajuda da diretora da escola, Julianna Cruz, formatou a campanha e com ela gravou um vídeo sobre a proposta. O que era para ser uma ação restrita aos 30 alunos da professora Flávia Cassemiro, ganhou a escola.

No filme, eles conversam sobre a ideia, pedindo a adesão das pessoas. O retorno foi rápido. A partir da festa junina da escola, no começo de junho, a comunidade local angariou mais de 200 toucas, 100 cachecóis, dezenas de pares de meias e luvas e até o inesperado: mais de 40 mechas de cabelo para a confecção de perucas, produto da iniciativa de outras pessoas.

Orgulhosa pelo protagonismo do filho, Rosana também foi à escola receber Isa. Estava acompanhada de Sílvia Pereira da Silva, outra apoiadora de Isa e Marlene e que se inteirou do drama da menina por meio de uma sobrinha que estuda no local. “É uma corrente muito linda de solidariedade, resultado da educação que essas crianças recebem em casa e também nessa escola maravilhosa”, diz a mãe de Enzo, que estuda no local há 3 anos.