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Defesa Social

2.231 voluntários reforçam trabalho da Defesa Civil de Curitiba

Incêndio no barracão da Eletrolux no Tatuquara. -Na imagem, técnicos da Defesa Civil verificam o local. Curitiba, 18/09/2013 Foto:Cesar Brustolin/SMCS

O atendimento a situações de risco que ocorreram em Curitiba durante o ano de 2013, como alagamentos, quedas de árvores e um grande incêndio  em uma fábrica de eletrodomésticos, teve o apoio de voluntários que atuam junto à Defesa Civil Municipal. Apenas neste ano, 300 pessoas ingressaram no grupo.

O requisito básico é ter prontidão para ajudar outras pessoas. “Não é preciso ter uma profissão ou especialidade específica. Basta ser maior de idade e ter boa vontade”, explica o coordenador técnico da instituição, inspetor João Batista. A Defesa Civil de Curitiba conta hoje com 2.231 voluntários.

“Para nós, é importante ampliarmos este cadastro, pois nem sempre todos os voluntários estão disponíveis num caso de ocorrência real”, explica. Batista informa que a equipe é formada por pessoas de profissões e idades variadas, dos 18 aos 70 anos, a maioria do sexo masculino.

Para interessados em ingressar, basta preencher um cadastro no site www.defesacivil.curitiba.pr.gov.br. Os novos voluntários recebem treinamentos específicos nas áreas de primeiros socorros, prevenção e combate a incêndios e sistema de comando de incidências (SCI), entre outros.

Em ação

Recém ingresso no grupo, o tecnólogo em logística André Mialski, de 22 anos, morador no Sítio Cercado, conta que foi movido pela grande vontade de ajudar ao próximo. “Sinto-me bem quando posso fazer algo pelo outro, preciso ter este tipo de atividade em meu dia a dia”, explica.

Ele conta que a expectativa é grande para entrar em ação, participando de atendimentos da Defesa Civil de Curitiba. Por enquanto, Mialski participou apenas de treinamentos simulados. “Estou motivado e ansioso, mas me sinto realizado e muito orgulhoso por ter ingressado no grupo da Defesa Civil”, disse.

A agente administrativa Eurídice Galvão, voluntária no grupo, conta que sempre gostou de trabalhar diretamente com as pessoas. “Quando era mais nova, eu queria entrar para o Corpo de Bombeiros”, afirma. Durante os treinamentos com a Defesa Civil, ela aprendeu noções sobre primeiros socorros e brigada de incêndio, além de inflar botes de navegação. “Sinto-me preparada para atuar”, diz.

Veterano no grupo de voluntários, o agente penitenciário Murilo Holzmann, coordena o Núcleo Comunitário da Defesa Civil (Nudec) do Bairro Alto, o qual ele ajudou a formar. A equipe conta atualmente com o trabalho de 15 pessoas. “A iniciativa surgiu anos atrás, devido aos constantes alagamentos que ocorriam em nosso bairro”, conta Holzmann. “A comunidade ficou sensibilizada e decidiu agir”.

Entre as ações concretas executadas pelos voluntários da Defesa Civil no Bairro Alto, está a conscientização e a orientação à população, a limpeza de rios e de bocas de lobo para melhorar a vazão das águas e o mapeamento das residências onde há pessoas com dificuldade de locomoção, num trabalho conjunto com as unidades de saúde do bairro, para priorizar o atendimento das mesmas em casos de emergência.

“Hoje, trabalhamos muito mais com a prevenção do que com o atendimento a ocorrências”, diz o coordenador do grupo. “Tenho muita satisfação em atuar ao lado da Defesa Civil para ajudar pessoas que necessitam”, afirma.

O trabalho voluntário é regulado, no âmbito federal, pela Lei 9.608/98, que dispõe sobre essa modalidade de trabalho em território nacional, balizando a relação entre as entidades e o voluntário.